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Papo com Papo: O cantor acredita que chegou o momento do Reggaeton no Brasil


2017 foi um ano de lançamentos para Mc Papo. "Faz Macete", uma nova versão Raggafunk de "Piriguete" junto ao Dj Malboro e o hit "Crush" fizeram barulho no Reggaeton nacional. O cantor conversou com a gente sobre sua carreira e está otimista com o futuro do gênero no Brasil. 

Reggaeton Brasil: Como você conheceu o gênero? 

Mc Papo: Meu primeiro contato com o Reggaeton foi com a música "Papi Chulo". Mas naquele momento o gênero não me tocou. Pouco tempo depois eu ouvi a música "Gasolina" e aí eu gostei bastante, achei a sonoridade legal... Quando eu vi o vídeo clipe eu gostei mais ainda da segunda música - porque era um vídeo de três músicas - e era um som do Daddy Yankee com Wisin & Yandel. Achei os refrãos muito fortes e potentes. Comecei a me interessar e, mais tarde, em um site de vídeo clipes chamado Blastro (na época o Youtube não existia) eu ouvi a música "Reggaeton Latino" do Don Omar. E esse contato com essa música foi o elemento chave pra eu entrar no mundo do Reggaeton. A partir dessa música eu comecei a pesquisar, a ouvir várias coisas antigas, para entender a história do movimento, para poder incorporar aquele ritmo. Porque eu achava que era a perfeita combinação do tipo de letra que a gente faz no Rap, que eu gostava muito de escrever, e a sensualidade que existe no Funk, aquela coisa de dançar e que é muito boa para festa. Era a lírica com a rítmica de um jeito perfeito. 


RB: Quando você começou sua carreira, já foi cantando Reggaeton ou saiu de outro gênero primeiro? 

MP: Eu comecei a gostar de música com o Funk, em 1996. Mais tarde, eu fui morar na Bélgica durante três anos, em uma periferia com a comunidade congolesa. Então eu incorporei muito essa coisa do Rap. Eu já escrevia umas letras na época, fazia umas gravações caseiras, mas era mais para mim, não era bem carreira. Aí voltei para o Brasil, e eu me reconectei com o Funk novamente, com meus amigos, meu bairro... Foi quando comecei o processo de gravar as músicas que escrevi. Então gravei três ou quatro Funks e tal. Cantei em várias periferias de Belo Horizonte, e ainda tinha uns resquícios do tempo que eu passei ouvindo Rap. Todos meus amigos funkeiros diziam: "mano, você tem que escrever Rap, porque você é muito bom fazendo isso. É muito superior do que quando você escreve Funk". Aí eu fiquei encucado com isso, bravo porque não queria fazer Rap. Então, mais tarde, em contato com as músicas do Daddy Yankee e Don Omar, comecei a me interessar bastante pelo Reggaeton. Aí decidi criar um grupo, que foi o Señores [Cafetões], pra separar minhas músicas de Funk das que não eram. Desde essa época eu já tinha um dilema de "O que eu canto? O que eu vou fazer?". Mas aí decidi separar as coisas porque eu achava que meu futuro estava no Funk. E se eu fizesse Rap e Reggaeton, eu faria com o Señores. A primeira música que eu gravei foi "Piriguete" e foi aquele regaço. 


RB: Qual foi o papel da internet na sua carreira? 

MP: Desde que comecei, até para que eu conhecesse as coisas que eu gosto de fazer hoje em dia, foi a internet que me possibilitou. E depois ela me permitiu distribuir tudo isso. Quando eu comecei ainda não existia o Youtube, não existia Facebook e nem Instagram, nada disso. Mas nós tínhamos os grandes sites de Funk que divulgavam nossos trabalhos nessas plataformas. Isso permitia que as músicas viajassem de um estado ao outro com muita velocidade, em uma época que o único jeito era, ou rádio comunitária, ou realmente o CD físico chegar à mão das pessoas. Eu acredito que fui um dos primeiros Mcs do Brasil a alcançar a fama de algum trabalho através dessa plataforma. E agora está acontecendo uma coisa muito boa que são as plataformas de streaming, que é a indústria da música ressuscitando, com a parte genial de que os artistas não precisam das grandes gravadoras para distribuir. Então Spotify, Deezer, Tidal... todas vão revitalizar a indústria da música. E você tem uma espécie de rádio mundial, onde as pessoas consomem sua música no mundo inteiro com um só clique. 


RB: Depois de tantos anos nessa indústria, você acredita que o brasileiro está finalmente preparado para assimilar o Reggaeton?

MP: Sim, mais uma vez a Internet cumprindo seu papel de facilitar a pesquisa e a proximidade. Acho que o Brasil passou por um processo de "reggaetonização" e aí vai o meu grande obrigado aos Mcs como Tati Zaqui, Mc Japa, Mc Romântico, todos esses Mcs que usaram essa batida que a gente chama no Funk de "rasteirinha" que aproximou a galera de uma coisa mais caribenha e que permitiu a entrada desses hits do Reggaeton no Brasil com a galera sabendo do que se tratava e indo buscar sobre. Então é uma coisa que eu sempre pensei: o Funk iria abrir essa porta para o Reggaeton no Brasil. Acredito que agora vai, agora o Reggaeton vai existir no Brasil enquanto movimento. Eu estou empenhado. Estava indo na direção do Trap mas percebi que agora no Brasil vai funcionar, o momento que a gente esperou por dez anos, que a gente já estava desacreditando, perdendo a fé, esse momento chegou. 


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