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Quadrilha aplica golpe com ingressos falsos para o show de Bad Bunny em São Paulo. Entenda esquema sofisticado que envolve laranjas e até chamadas de vídeos para fisgar a confiança da vítima

Golpista aplica golpe com ingressos falsos para o show do Bad Bunny | Foto: Reggaeton Brasil

Investigação aponta esquema sofisticado que envolve invasão de grupos de fãs, videochamadas para ganhar confiança e uso de contas "laranjas" para receber pagamentos via Pix.

O que deveria ser a realização de um sonho para os fãs do "Conejo Malo" virou um pesadelo financeiro e emocional. O show de Bad Bunny em São Paulo, um dos eventos mais aguardados do ano e com ingressos esgotados há meses, tornou-se o cenário perfeito para a atuação de uma quadrilha especializada em estelionato.

A Reggaeton Brasil teve acesso a denúncias e provas que detalham o modus operandi de um grupo criminoso que vem lesando fãs desesperados por uma chance de ver o astro porto-riquenho ao vivo.

O Modus Operandi: Infiltração e Falsa Simpatia

Diferente de alguns cambistas que agem na porta dos eventos, esta quadrilha opera no ambiente digital, infiltrando-se em grupos de WhatsApp dedicados aos fãs de Bad Bunny. O golpista principal, cuja identidade visual já é conhecida pelas vítimas, mas cujo nome real permanece um mistério, utiliza pelo menos dois números de telefone para abordar os alvos: (85) 9140-0536 e (11) 96251-0430.

O esquema é calculado: o criminoso monitora os grupos e identifica pessoas que manifestam interesse na compra de ingressos devido ao "sold out". Em seguida, ele faz a abordagem no privado. Através do primeiro número (DDD 85), ele oferece ingressos para a cobiçada Pista Premium; pelo segundo (DDD 11), oferece Cadeira Superior.



Para quebrar a resistência das vítimas, o golpista inicialmente finge inexperiência. Ele alega não saber como realizar a transferência digital do ingresso, encaminha prints (falsificados) da suposta compra e constrói uma narrativa de um "fã genuíno" que apenas não poderá ir ao show.

A Ousadia: Videochamadas para Selar o Golpe

O traço mais alarmante deste esquema é a audácia do operador. Para garantir a transferência do dinheiro, o criminoso não hesita em realizar videochamadas com as vítimas. Ele mostra o próprio rosto, conversa naturalmente e utiliza sua imagem para passar uma falsa sensação de segurança e transparência, eliminando o medo que muitos compradores têm de negociar com perfis sem foto.

A Rota do Dinheiro: Os "Laranjas" do Ceará

No momento crucial do pagamento, a máscara cai, mas o rastro financeiro aponta para terceiros. O golpista solicita que os pagamentos via Pix sejam feitos para contas bancárias em nome de quatro indivíduos diferentes:

  1. PAULO GEORGE DE ANDRADE VIEIRA CRISPIM

  2. JOÃO ARLU BEZERRA FONTELENE

  3. MATHEUS LIMA GOMES

  4. LUÍS CLEUBER DE OLIVEIRA NETO

As investigações iniciais e os relatos das vítimas apontam que talvez nenhum desses nomes corresponde à pessoa que aparece nas videochamadas e que negocia os ingressos pelo WhatsApp. Há fortes indícios de que estes três indivíduos atuem como "laranjas" (contas emprestadas para lavar o dinheiro do golpe). Mas segundo as mesmas investigações, há fortes indícios de Matheus ser o verdadeiro mandante e Paulo e João serem os laranjas dele. Um desses laranjas chegou a confessar o esquema de ser laranja para uma das vitimas em um outro momento quando confrontado, dizendo que emprestou a sua conta do aplicativo de carro 99 para o Matheus.

Golpista aplica golpe com ingressos falsos para o show do Bad Bunny | Foto: Reggaeton Brasil

A apuração indica ainda que toda a operação está centralizada no Nordeste. Tanto o golpista que "dá a cara" quanto os titulares das contas bancárias residem no estado do Ceará, com alta probabilidade de estarem baseados na capital, Fortaleza.

Até o fechamento desta matéria, pelo menos quatro pessoas já se identificaram formalmente como vítimas deste grupo específico. Elas estão mobilizadas e reuniram um vasto arsenal de provas, incluindo o histórico completo das conversas no WhatsApp, os comprovantes de transferência via Pix para as contas dos "laranjas" e, crucialmente, gravações das videochamadas onde o rosto do estelionatário aparece nitidamente.

O grupo de vítimas busca não apenas reaver os valores perdidos, que somados representam um montante significativo, mas também garantir que os responsáveis – tanto o operador direto quanto os que cedem as contas bancárias – enfrentem as consequências legais por estelionato e associação criminosa.

A Reggaeton Brasil está acompanhando o caso desde o inicio e prestando todo o suposrte necessário para que as vitimas consigam reaver o seu dinheiro, e reforçamos o alerta: a única forma segura de adquirir ingressos é através das plataformas oficiais de venda. Desconfie de ofertas "milagrosas" em grupos de redes sociais, mesmo que o vendedor pareça confiável ou aceite fazer videochamada. Se você foi vítima deste mesmo grupo, procure a delegacia especializada em crimes cibernéticos da sua região munido de todas as provas e entre em contato com a nossa equipe.

Através das nossas investigações, conseguimos chegar em parentes dos estelionatários e alarmar de todo o esquema, a mãe do Matheus, a Danila,  disse que não permitiria isso dentro de sua casa e que entregaria o filho para a delegacia para a policia civil. Porém após um tempo a Danila bloqueou todo e qualquer contato.

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