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Entrevista Exclusiva: Maneva e Los Cafres unem Brasil e Argentina no single inédito “Solta Teu Cabelo”, ampliando ainda mais os horizontes para o Reggae Latino

Maneva e Los Cafres | Foto: PABLO GROTTO

Nesta última sexta-feira, 17 de julho, o cenário musical ganhou uma colaboração de peso. As bandas Maneva e Los Cafres lançaram, em todas as plataformas digitais, o single "Solta Teu Cabelo". A faixa inédita marca o encontro de duas das principais referências do reggae na América Latina, unindo as identidades musicais do Brasil e da Argentina. A sonoridade tem como base o reggae que consagrou os dois grupos, mas também incorpora elementos característicos do rock latino.

A mensagem central da canção gira em torno da liberdade, da coragem e da escolha de viver a vida de uma forma mais leve. Para ilustrar isso, a letra usa a metáfora de uma mulher que mantém os cabelos sempre presos, representando pessoas que têm medo de sair do controle, de arriscar ou de experimentar o novo. O convite para a libertação é sintetizado no refrão: “Mas vai, solta teu cabelo / Deixa ele voar”.

Ouça "Solta Teu Cabelo" de Maneva e Los Cafres no Spotify:


A parceria nasceu de uma admiração mútua ao longo dos anos e se consolidou após um encontro em Mar del Plata, na Argentina, onde dividiram o palco
. O lançamento de "Solta Teu Cabelo" coroa um momento muito especial para o Maneva, que recentemente apresentou o EP “Reggae Sua Fé” e segue na estrada com a turnê comemorativa “Maneva – 20 Anos: Origem”.

Para celebrar esse grande momento de integração cultural latino-americana, o Reggaeton Brasil bateu um papo com o Maneva. Confira abaixo, na íntegra, a nossa entrevista exclusiva!

Entrevista Exclusiva: Maneva X Reggaeton Brasil

Maneva e Los Cafres | Foto: PABLO GROTTO


1. Como vocês avaliam o cenário atual para uma banda de reggae no Brasil? Em quais regiões ou plataformas vocês têm notado uma maior receptividade e conexão por parte do público?

Tales: A gente enxerga um cenário muito positivo. O reggae passou por fases diferentes ao longo dos anos, mas hoje percebemos um público muito fiel e, ao mesmo tempo, uma nova geração chegando através das plataformas digitais. O streaming ajudou a quebrar muitas barreiras geográficas e fez nossa música alcançar pessoas que talvez nunca tivessem ido a um show de reggae. Nos palcos, sentimos uma conexão muito forte em praticamente todas as regiões do Brasil. É um gênero que conversa muito com o estilo de vida das pessoas, então acaba criando uma relação muito verdadeira com o público.

2. A parceria com o Los Cafres foi um grande marco. O público pode esperar futuras colaborações do Maneva com outros artistas ou bandas da América Latina?

Felipe: Essa parceria abriu ainda mais a nossa vontade de olhar para a América Latina. Sempre acreditamos que a música aproxima culturas e percebemos o quanto temos afinidade com artistas de outros países. Não existe nada para anunciar neste momento, mas é um caminho que faz muito sentido para o Maneva. Se surgirem encontros verdadeiros, com identificação artística e propósito, com certeza estaremos abertos a construir novas parcerias.

3. Quais foram as principais influências e inspirações musicais que moldaram a sonoridade e a identidade do Maneva desde o início da carreira até a fase atual da banda?

Fernando: Nossa base sempre foi o reggae, obviamente, mas nunca nos limitamos a um único universo. Crescemos ouvindo Bob Marley, Steel Pulse, Groundation, Natiruts, Cidade Negra e Los Cafres, mas também fomos muito influenciados pela música brasileira, pelo rock, pelo samba e pela MPB. Tudo isso acabou entrando naturalmente na identidade do Maneva. Acho que é justamente essa liberdade de misturar referências sem perder a essência que fez a banda construir uma sonoridade própria ao longo desses 20 anos.

4. O que essa parceria trouxe para vocês artisticamente que talvez não acontecesse trabalhando só entre artistas brasileiros?

Diego: Ela trouxe uma troca de perspectivas muito rica. Apesar de falarmos idiomas diferentes, existe uma linguagem comum dentro do reggae, mas cada país vive essa cultura de uma forma muito particular. Trabalhar com o Los Cafres fez a gente perceber ainda mais como pequenas diferenças de interpretação e de arranjo enriquecem uma música. É um aprendizado que vai além da gravação e amplia nosso olhar como artistas.

5. O reggae sempre foi muito forte em vários países da América Latina. Vocês sentem que existe uma identidade latina dentro do reggae, mesmo cada país tendo sua própria cultura?

Fabinho: Sem dúvida. Cada país imprime sua personalidade, sua cultura e até seus ritmos locais, mas existe uma essência que conecta todo o reggae latino-americano. É uma música que fala muito de liberdade, de consciência, de encontros e de esperança. Talvez seja justamente essa mistura entre raízes culturais diferentes e uma mensagem universal que torne o reggae latino tão especial. A parceria com o Los Cafres reforçou ainda mais essa percepção de que fazemos parte de uma mesma cena, mesmo cada um carregando sua identidade.

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